Não seja a melhor empresa DO mundo, seja a melhor empresa PARA o mundo

Não seja a melhor empresa DO mundo, seja a melhor empresa PARA o mundo

Não seja a melhor empresa DO mundo, seja a melhor empresa PARA o mundo

Qual é o seu propósito? Ou melhor, qual é o propósito da sua empresa? Se a sua resposta for apenas “gerar lucros”, nosso conselho é parar e repensar um pouquinho essa ideia. Isso porque, mais do que criar um produto que traga resultados financeiros, uma empresa deve adotar um propósito. Ou seja, algo que a inspire e oriente.

E não somos nós que estamos falando isso. Vários especialistas no assunto já destacaram a importância de uma empresa adotar um propósito. Graham Kenny, diretor executivo da Strategic Factors, uma consultoria especializada em planejamento estratégico e medição de desempenho, em um artigo para a Harvard Business Review disse: “Para inspirar sua equipe para fazer um bom trabalho para você, encontre uma forma de expressar o impacto da sua organização na vida de consumidores, clientes, estudantes, pacientes – quem quer que você esteja tentando servir. Faça eles sentirem isso”.

Resumindo, podemos dizer que o propósito é algo de que sua empresa pode se orgulhar. É meio que aquela ideia de acreditar que aquilo que você está fazendo vai trazer algum benefício a alguém, e não apenas o lucro no final do mês.

 

Vai valer a pena?

Se a ideia de contribuir para um mundo melhor não basta para lhe convencer de que vale a pena ser uma empresa do bem, vamos à parte prática. Em uma entrevista para a revista Exame, Joey Reiman, presidente da agência de publicidade BrightHouse, deu como exemplo a Graco, uma das maiores fabricantes de assentos infantis e carrinhos de bebês do mundo. “Antes, ela limitava-se a fabricar e vender seus carrinhos e faturava 450 milhões de dólares. Hoje, tem o propósito de ajudar os pais a criar melhor seus filhos. Em uma década, o faturamento mais que dobrou, para 1,3 bilhão de dólares”, destacou Reiman.

Para ele, o principal motivo de um propósito para impulsionar suas vendas é que ele dá um significado maior à existência da empresa. “É um conceito transformador para o profissional de branding. Uma empresa com propósito não pensa apenas em seus clientes, mas também em seus funcionários, colaboradores e na sociedade como um todo. Uma pergunta que sempre fazemos a nossos clientes é: o que o mundo perderia caso sua empresa deixasse de existir?”, questionou.

 

Impacto positivo

Uma das empresas brasileiras que faria falta ao mundo é a Dobra. Para quem dá uma primeira olhada, a Dobra é uma loja virtual de carteiras. Mas indo mais pertinho, ela é muito mais do que isso. Fundada pelo Guilherme e pelo Eduardo, ela é uma empresa que gera muito impacto positivo.

Para começar, a Dobra faz parte do Sistema B, uma rede global de empresas certificadas que se comprometem a usar o negócio como força pra fazer o bem, muito além do simples lucro. Criada nos Estados Unidos, a iniciativa tem o objetivo de apoiar e certificar as empresas que criam produtos e serviços voltados para resolver problemas socioambientais.

Essa certificação foi conquistada graças a várias iniciativas bacanas que a empresa teve. Uma delas é o fato de que 100% da produção da Dobra é local, artesanal e com mão de obra valorizada. Ela também não mantém estoque e só produz sob demanda.

E mais: para evitar sobra de material, tudo é guardado para reciclagem. E os clientes podem devolver suas carteiras usadas em vez de jogar fora. Rola ainda um desconto para quem fizer isso. Falando em reciclagem, todas as embalagens, depois de abertas, se transformam em coisas úteis, assim elas não vão parar no lixo.

Além de tudo isso, a Dobra ainda tem um plataforma que reúne estampas feitas por artistas independentes e designers do Brasil inteiro, que recebem parte do lucro das vendas. Os caras ainda separam R$1,00 de cada produto que vendem para destinar a projetos de impacto social. E para encerrar a listas de coisas boas, todos os produtos são veganos!

Vontade de mudar o mundo

Obviamente, não foi do dia para a noite que os guris acordaram com todas essas ideias e prontos para colocá-las em prática. Tudo foi fruto de muito trabalho e aprendizado. “A gente achava que era a empresa mais legal do mundo e quando fomos atrás de validar isso descobrimos o sistema B e percebemos que tínhamos muito a avançar”, contou Guilherme, no vídeo abaixo ele fala um pouco mais sobre como a empresa se tornou parte do Sistema B e das ações de impacto social que eles adotam.

 

 

Hoje, ele garante que a Dobra sabe muito bem o que quer e faz com que todas as suas ações causem impacto social. “O resumo dessa história toda é que não crescemos por vender carteiras, por ter estampas legais ou por ter produtos diferentes. Crescemos por ter uma vontade imensa de mudar o mundo, de resolver problemas e também ganhar dinheiro – de forma justa e distribuída”, concluiu.

 


E é para falar um pouco dessa experiência super bacana e que gera muito impacto positivo que o Guilherme e o Eduardo são dois dos mais de 40 palestrantes confirmados no Seen Experience 2019.

E você, já garantiu a sua vaga?

 

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